terça-feira, 4 de agosto de 2026

Furto de cabos cresce mais de 30% no Distrito Federal e acende alerta para prejuízos à população

Crime afeta o fornecimento de energia, iluminação pública, semáforos e serviços essenciais em diversas regiões administrativas

Fonte: Reprodução Internet 


Por Gleisson Coutinho


O Distrito Federal enfrenta um aumento preocupante nos casos de furto de cabos de energia e telefonia. Dados divulgados pela concessionária responsável pelo fornecimento de energia apontam que as ocorrências cresceram 31,7% no primeiro semestre de 2026, em comparação com o mesmo período do ano passado, ampliando os prejuízos para moradores, comerciantes e órgãos públicos. 

Além do prejuízo financeiro causado pelas reposições constantes da infraestrutura, o crime provoca interrupções no fornecimento de energia elétrica, falhas na iluminação pública, panes em semáforos e dificuldades em serviços de telefonia e internet.


Regiões mais afetadas

Entre as áreas mais atingidas estão o Plano Piloto e regiões administrativas com grande concentração de equipamentos públicos e vias de intenso movimento.

Em muitos casos, os furtos ocorrem durante a madrugada, quando criminosos aproveitam a menor circulação de pessoas para retirar quilômetros de cabos subterrâneos e aéreos. O material, geralmente composto por cobre, é posteriormente vendido de forma ilegal no mercado de reciclagem.

Segundo especialistas em segurança pública, a valorização do cobre continua sendo um dos principais fatores que alimentam esse tipo de crime.

GDF libera mais de R$ 42 milhões em benefícios sociais para famílias em situação de vulnerabilidade

Recursos contemplam programas Prato Cheio, DF Social e Cartão Gás e começam a ser creditados aos beneficiários



Por Gleisson Coutinho


O Governo do Distrito Federal iniciou nesta semana o pagamento de R$ 42,1 milhões destinados a programas de transferência de renda e segurança alimentar. Os recursos beneficiarão milhares de famílias cadastradas em programas sociais como Prato Cheio, DF Social e Cartão Gás, reforçando a política de assistência voltada às pessoas em situação de vulnerabilidade econômica. 

A maior parte dos recursos será destinada ao Prato Cheio, programa que concede auxílio financeiro para a compra de alimentos. Também serão contemplados beneficiários do DF Social, voltado às famílias de baixa renda inscritas no Cadastro Único, e do Cartão Gás, criado para auxiliar na compra do botijão de gás de cozinha.


Auxílio chega em momento de alta no custo de vida

O pagamento ocorre em um período em que muitas famílias ainda enfrentam dificuldades para equilibrar o orçamento doméstico. O aumento dos custos com alimentação, energia elétrica, transporte e gás de cozinha tem pressionado principalmente os lares de menor renda.

Nesse cenário, os programas sociais desempenham papel importante para garantir o acesso à alimentação e reduzir os impactos da inflação sobre a população mais vulnerável.

PCDF desarticula grupo investigado por planejar atos extremistas durante as eleições de 2026

Operação busca impedir possíveis ataques e reforça esquema de segurança para o período eleitoral no Distrito Federal

Foto: reprodução internet

Por Gleisson Coutinho

Brasília — A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, nesta terça-feira (4), uma operação para desarticular um grupo investigado por supostamente planejar atos extremistas durante o período das Eleições 2026. A ação contou com apoio de forças de segurança de outros estados e integra uma estratégia preventiva para garantir a segurança do processo democrático.

De acordo com as informações divulgadas pelas autoridades, os investigados utilizavam ambientes digitais para trocar mensagens e conteúdos relacionados à prática de atos violentos. Entre os materiais analisados durante a investigação estariam referências à fabricação de artefatos explosivos, além de discussões sobre possíveis alvos e estratégias de atuação.

A operação resultou no cumprimento de mandados de busca e apreensão e na coleta de equipamentos eletrônicos que serão submetidos à perícia. Os investigadores buscam esclarecer o alcance da atuação do grupo, identificar outros envolvidos e verificar se havia planejamento concreto para ações durante o período eleitoral.

TRF-2 reconhece possibilidade de Agravo de Instrumento no 46º Exame da OAB e determina nova correção da prova prática



Por Gleisson Coutinho


Decisão liminar reforça tese defendida por candidatos de Direito Civil e reacende discussão sobre a legalidade da nota zero atribuída pela FGV

Uma decisão proferida pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) reacendeu o debate jurídico envolvendo a correção da prova prático-profissional de Direito Civil do 46º Exame de Ordem Unificado. No Agravo de Instrumento nº 5011848-90.2026.4.02.0000/ES, o desembargador federal Rogério Tobias de Carvalho deferiu parcialmente a tutela recursal para determinar que a Fundação Getulio Vargas (FGV) realize nova correção da peça profissional, admitindo o Agravo de Instrumento como medida processual igualmente adequada ao caso apresentado no exame.

A decisão representa um dos primeiros pronunciamentos judiciais favoráveis à tese sustentada por centenas de candidatos que receberam nota zero por optarem pela elaboração de Agravo de Instrumento, enquanto o espelho oficial da banca considerou como única peça adequada os Embargos de Terceiro.

Tribunal vê indícios de ilegalidade na correção

Na decisão, o relator observou que a banca examinadora, ao afastar genericamente a utilização do Agravo de Instrumento, pode ter incorrido em grave vício de legalidade, uma vez que o entendimento adotado desconsideraria precedente vinculante do Superior Tribunal de Justiça.

segunda-feira, 20 de julho de 2026

OAB enfrenta revolta nacional: candidatos denunciam que banca ignorou três peças processuais possíveis e zerou milhares de provas

Correção da prova de Direito Civil gera mobilização nacional após banca admitir apenas uma peça processual como resposta válida, candidatos sustentam que o próprio enunciado do exame comportava mais de uma solução processual juridicamente defensável.


Imagem gerada por IA

Por Gleisson Coutinho

A correção da prova prático-profissional de Direito Civil do 46º Exame de Ordem Unificado tornou-se um dos assuntos mais debatidos entre os candidatos de todo o país. Após a divulgação do padrão oficial de respostas, centenas de examinandos passaram a questionar o critério adotado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que reconheceram exclusivamente a Ação de Embargos de Terceiro como peça processual adequada para a resolução do caso apresentado na segunda fase.

A insatisfação rapidamente ganhou dimensão nacional. Candidatos de praticamente todos os estados passaram a organizar grupos de discussão, elaborar recursos administrativos e preparar uma representação coletiva ao Ministério Público Federal (MPF), sustentando que a correção contrariou o edital do certame e restringiu indevidamente a avaliação técnica dos candidatos.

Segundo os candidatos, o próprio enunciado da prova descrevia uma decisão interlocutória proferida no curso de uma execução de título extrajudicial, na qual o juiz determinou a penhora do imóvel da sócia sem instaurar formalmente o Incidente de Desconsideração da Personalidade Jurídica e sem assegurar o contraditório. Para muitos professores, advogados e examinados, essa narrativa permitia a adoção de mais de uma medida processual prevista no Código de Processo Civil, todas elas tecnicamente defensáveis.