Por Gleisson Coutinho
A corrida eleitoral de 2026 ganhou um importante capítulo financeiro. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou que a União já repassou integralmente os recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), conhecido popularmente como Fundo Eleitoral. O montante chega a R$ 4,9 bilhões, valor que será distribuído entre os partidos políticos para custear as campanhas eleitorais do próximo pleito.
O repasse ocorreu dentro do prazo legal, encerrado em 1º de junho, conforme estabelece a legislação eleitoral. Com isso, as legendas passam a conhecer com exatidão o volume de recursos que terão à disposição para financiar candidaturas a presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais ou distritais.
O Fundo Eleitoral foi criado em 2017 após a proibição das doações empresariais para campanhas políticas. Desde então, tornou-se uma das principais fontes de financiamento das disputas eleitorais no país. Os recursos são provenientes do Orçamento da União e sua distribuição segue critérios previstos em lei, levando em consideração o desempenho dos partidos nas eleições anteriores e o tamanho de suas bancadas no Congresso Nacional.
A divulgação dos valores mostrou que os maiores partidos continuarão concentrando a maior parcela dos recursos. O Partido Liberal (PL) receberá aproximadamente R$ 881,7 milhões, seguido pelo Partido dos Trabalhadores (PT), com cerca de R$ 615,4 milhões, e pelo União Brasil, que terá aproximadamente R$ 526,2 milhões. Juntas, as três legendas ficarão com cerca de 40% de todo o Fundo Eleitoral disponível para as eleições deste ano.