sexta-feira, 19 de junho de 2026

Com legado de leis na saúde e educação, Cristiano Araújo lança pré-candidatura a deputado distrital

Ex-secretário de Turismo deixa o cargo para cumprir a legislação eleitoral e aposta na experiência de três mandatos parlamentares para retornar à Câmara Legislativa.



Por Gleisson Coutinho

O ex-deputado distrital Cristiano Araújo oficializou, na última quinta-feira (18 de junho), sua pré-candidatura ao cargo de deputado distrital nas eleições de 2026. Para disputar o pleito, ele deixou o comando da Secretaria de Turismo do Distrito Federal, cumprindo o prazo de desincompatibilização previsto na legislação eleitoral para ocupantes de cargos públicos que pretendem concorrer nas próximas eleições.



Cristiano Araújo possui uma trajetória consolidada na política do Distrito Federal. Ele foi eleito em 2006 como um dos mais jovens deputados distritais da história da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), iniciando uma caminhada que resultou em três mandatos consecutivos entre 2007 e 2019.

Durante sua atuação parlamentar, foi autor e coautor de diversos projetos que se transformaram em leis e permanecem em vigor no Distrito Federal. Entre as iniciativas de maior impacto social está o Projeto de Lei nº 414/2007, que tornou obrigatório o chamado "Teste do Olhinho" na rede pública de saúde. A medida foi criada para garantir a identificação precoce de doenças oculares em recém-nascidos, permitindo o diagnóstico e tratamento de problemas como catarata congênita e retinoblastoma, aumentando as chances de preservação da visão das crianças.

quinta-feira, 11 de junho de 2026

Fundo Eleitoral de R$ 4,9 bilhões já está na conta do TSE e acirra disputa por espaço nas eleições de 2026

Foto: TSE


Por Gleisson Coutinho

A corrida eleitoral de 2026 ganhou um importante capítulo financeiro. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou que a União já repassou integralmente os recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), conhecido popularmente como Fundo Eleitoral. O montante chega a R$ 4,9 bilhões, valor que será distribuído entre os partidos políticos para custear as campanhas eleitorais do próximo pleito.

O repasse ocorreu dentro do prazo legal, encerrado em 1º de junho, conforme estabelece a legislação eleitoral. Com isso, as legendas passam a conhecer com exatidão o volume de recursos que terão à disposição para financiar candidaturas a presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais ou distritais.

O Fundo Eleitoral foi criado em 2017 após a proibição das doações empresariais para campanhas políticas. Desde então, tornou-se uma das principais fontes de financiamento das disputas eleitorais no país. Os recursos são provenientes do Orçamento da União e sua distribuição segue critérios previstos em lei, levando em consideração o desempenho dos partidos nas eleições anteriores e o tamanho de suas bancadas no Congresso Nacional.

A divulgação dos valores mostrou que os maiores partidos continuarão concentrando a maior parcela dos recursos. O Partido Liberal (PL) receberá aproximadamente R$ 881,7 milhões, seguido pelo Partido dos Trabalhadores (PT), com cerca de R$ 615,4 milhões, e pelo União Brasil, que terá aproximadamente R$ 526,2 milhões. Juntas, as três legendas ficarão com cerca de 40% de todo o Fundo Eleitoral disponível para as eleições deste ano.

terça-feira, 9 de junho de 2026

Uma luz no fim do túnel: ativos nas Bahamas podem aliviar perdas do BRB


Por Gleisson Coutinho

Durante meses, o caso envolvendo o Banco Master foi tratado como uma das maiores ameaças já enfrentadas pelo Banco de Brasília (BRB). A possibilidade de prejuízos bilionários, as investigações da Polícia Federal, a liquidação extrajudicial do Master pelo Banco Central e as dúvidas sobre os ativos negociados geraram forte desgaste institucional e preocupação entre investidores, servidores e a população do Distrito Federal.

Entretanto, os fatos mais recentes revelados pelas investigações começam a desenhar um cenário diferente. Embora os problemas identificados sejam graves, surgem sinais de que o BRB poderá recuperar parte significativa dos valores envolvidos, reduzindo os impactos financeiros que muitos consideravam inevitáveis.

Segundo informações divulgadas pela imprensa nacional, a liquidação do Banco Master permitiu aos administradores nomeados pelo Banco Central aprofundar a análise dos ativos e fundos vinculados à instituição. Um dos pontos centrais das investigações envolve estruturas financeiras localizadas em paraísos fiscais, especialmente nas Bahamas, utilizadas em operações que agora estão sob apuração das autoridades.

segunda-feira, 1 de junho de 2026

Transferiu PIX para golpistas? Veja como funciona o golpe da tarefa remunerada e o que fazer para tentar recuperar seu dinheiro

´
imagem: reprodução internet

Por Gleisson Coutinho
01/06/2026 às 16:15

Criminosos usam WhatsApp, Telegram e falsas plataformas de investimento para convencer vítimas a fazer depósitos sucessivos. Saiba identificar os sinais de alerta e conheça seus direitos.

Todos os dias milhares de brasileiros recebem mensagens prometendo renda rápida pela internet. O discurso costuma ser sedutor: "trabalho simples", "ganhos imediatos", "comissões elevadas" e "retorno garantido". Foi exatamente assim que começou o golpe sofrido por um morador do Distrito Federal que acabou perdendo mais de R$ 6 mil em poucas horas.

O caso serve de alerta para qualquer pessoa que receba propostas de investimentos, tarefas remuneradas ou promessas de lucro fácil por meio do WhatsApp, Telegram ou redes sociais.

O que é o golpe da tarefa remunerada?

O golpe da tarefa remunerada é uma fraude cada vez mais comum no Brasil. Os criminosos entram em contato com as vítimas oferecendo trabalho simples pela internet, normalmente relacionado a curtidas em redes sociais, avaliações de produtos ou supostas compras online.

A promessa é de ganhos rápidos e elevados em poucos minutos. Para transmitir confiança, os golpistas costumam realizar pequenos pagamentos iniciais, fazendo a vítima acreditar que o sistema realmente funciona.

Administrar Não é Ser Dono: O Verdadeiro Papel do Gestor Público

gerada por IA


Por Gleisson Coutinho
01/06/2026 às 15:44

A administração dos recursos públicos constitui um dos pilares fundamentais do Estado Democrático de Direito. Mais do que uma obrigação política, a correta aplicação do dinheiro público representa um dever jurídico imposto aos gestores, que devem atuar em conformidade com os princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência previstos no artigo 37 da Constituição Federal.
O papel da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF)
A responsabilidade na condução das finanças públicas não decorre apenas de uma escolha administrativa, mas de um conjunto de normas que vinculam a atuação dos agentes públicos. A Lei Complementar nº 101/2000, conhecida como Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), estabelece que a gestão fiscal deve ser planejada, transparente e orientada para a prevenção de riscos capazes de comprometer o equilíbrio das contas públicas.
O gestor possui o dever de avaliar continuamente receitas e despesas, adotando medidas que garantam a sustentabilidade financeira da administração.
"Administrar não é atividade de quem é senhor de coisa própria, mas gestor da coisa alheia." — Ruy Cirne Lima
Nesse cenário, ganha relevância a clássica lição do jurista Ruy Cirne Lima. A afirmação traduz a essência da função pública: o governante não administra recursos próprios, mas patrimônio pertencente à coletividade. Cada decisão envolvendo gastos, investimentos ou contratos deve ser orientada pelo interesse público e pela busca da melhor aplicação possível dos recursos disponíveis.