Por Gleisson Coutinho
A morte da estudante Valentina Nobre Lima, de 11 anos, após complicações provocadas por múltiplas picadas de escorpião, reacendeu o alerta sobre o crescimento dos acidentes envolvendo animais peçonhentos no Distrito Federal. A menina permaneceu internada por 23 dias desde o acidente ocorrido em 12 de junho, no Riacho Fundo I, mas não resistiu às complicações e faleceu no último domingo (5).
O caso ocorre em um momento de aumento das ocorrências no DF. Dados da Secretaria de Saúde apontam que, apenas nos cinco primeiros meses de 2026, foram registrados 1.974 acidentes com escorpiões, um crescimento de aproximadamente 6,4% em relação ao mesmo período do ano passado, quando houve 1.855 notificações.
Segundo especialistas, o avanço da presença de escorpiões em áreas urbanas está relacionado à facilidade de adaptação desses animais ao ambiente das cidades. O escorpião-amarelo, considerado uma das espécies de maior importância médica no país, costuma se esconder em locais escuros, úmidos e protegidos, como calçados, roupas, toalhas, móveis, frestas de paredes e pilhas de materiais acumulados.
De acordo com o biólogo Vitor Sena, ouvido pelo Correio Braziliense, uma das principais medidas de prevenção é criar o hábito de sacudir roupas, sapatos, toalhas e roupas de cama antes do uso, especialmente em regiões onde há registro frequente desses animais. O especialista também alerta que a aplicação de inseticidas domésticos normalmente não resolve o problema e pode fazer com que os escorpiões abandonem seus esconderijos, aumentando o risco de acidentes.

