Por Gleisson Coutinho
Há algo de muito errado acontecendo na política. Em ano eleitoral, multiplicam-se os candidatos que percorrem ruas, visitam bairros e discursam sobre mudança. No entanto, muitos deles cometem o mesmo erro: ignoram aqueles que, durante os quatro anos, permaneceram ao lado da população. Ignoram as verdadeiras lideranças comunitárias.
Líder comunitário não nasce na época da eleição. Não é fruto de marketing, de redes sociais ou de grandes estruturas de campanha. Uma liderança é construída com trabalho, presença, coragem e compromisso. É quem enfrenta os problemas da comunidade de frente, acompanha famílias em situação de vulnerabilidade, cobra do poder público, participa de reuniões, reivindica melhorias e não desaparece quando as urnas são fechadas.
É preciso que os candidatos compreendam uma verdade simples, votos não se impõem, conquistam-se. E quem conhece a realidade de cada rua, de cada quadra e de cada bairro é a liderança comunitária. É ela que possui credibilidade junto à população, porque sua história foi escrita com ações concretas, e não apenas com promessas de campanha.
Os candidatos passam. Os mandatos terminam. Os partidos mudam de estratégia. Mas a liderança comunitária permanece firme, defendendo sua comunidade todos os dias. Enquanto muitos aparecem apenas em período eleitoral, o líder comunitário continua presente após a eleição, cobrando obras, lutando por saúde, educação, segurança, transporte e qualidade de vida.

