Perderam a eleição antes da hora: o dia em que o MDB viu sua base ser desmontada
Foram mais de 200 exonerações registradas. Apenas cerca de
45 cargos foram ocupados por novas nomeações e, nesses casos, na maioria das
vezes pela recondução da mesma pessoa para outra função. Ou seja, mais de 150
cargos simplesmente ficaram vagos. O recado do Palácio do Buriti não poderia
ser mais claro, quem apostou no confronto perdeu o espaço que ocupava na
máquina.
Um partido acuado
Nos últimos meses, o MDB-DF assistiu a um progressivo
esvaziamento de sua força política. A saída de Ibaneis Rocha do governo, somada
à crise envolvendo a operação do BRB com o Banco Master, deixou feridas abertas
e um saldo de desgaste que a legenda nunca conseguiu administrar. O que se viu,
na prática, foi um partido dividido, sem discurso unificado e cada vez mais
distante do poder real.
A tentativa de reagir veio na forma de um manifesto político
subscrevido por deputados distritais e lideranças da sigla. O documento foi
apresentado publicamente como uma demonstração de preocupação com os rumos da
administração, mas nos bastidores foi lido como um ato de franco confronto à
governadora Celina Leão.
O resultado não poderia ser pior para os signatários.
