sábado, 6 de junho de 2026

O “decretão” da Segunda-Feira: o apequenamento do MDB e o preço da falta de diálogo

Perderam a eleição antes da hora: o dia em que o MDB viu sua base ser desmontada



O Diário Oficial do Distrito Federal desta segunda-feira, 8 de junho de 2026, trouxe um volume expressivo de exonerações. Mais do que números, o documento expõe um fato político incontornável, o MDB está sendo apequenado, e a tentativa desastrada de alguns parlamentares de confrontar o novo governo resultou em um “decretão” que varreu dezenas de cargos de confiança da órbita da antiga base.

Foram mais de 200 exonerações registradas. Apenas cerca de 45 cargos foram ocupados por novas nomeações e, nesses casos, na maioria das vezes pela recondução da mesma pessoa para outra função. Ou seja, mais de 150 cargos simplesmente ficaram vagos. O recado do Palácio do Buriti não poderia ser mais claro, quem apostou no confronto perdeu o espaço que ocupava na máquina.

Um partido acuado

Nos últimos meses, o MDB-DF assistiu a um progressivo esvaziamento de sua força política. A saída de Ibaneis Rocha do governo, somada à crise envolvendo a operação do BRB com o Banco Master, deixou feridas abertas e um saldo de desgaste que a legenda nunca conseguiu administrar. O que se viu, na prática, foi um partido dividido, sem discurso unificado e cada vez mais distante do poder real.

A tentativa de reagir veio na forma de um manifesto político subscrevido por deputados distritais e lideranças da sigla. O documento foi apresentado publicamente como uma demonstração de preocupação com os rumos da administração, mas nos bastidores foi lido como um ato de franco confronto à governadora Celina Leão.

O resultado não poderia ser pior para os signatários.

segunda-feira, 1 de junho de 2026

Transferiu PIX para golpistas? Veja como funciona o golpe da tarefa remunerada e o que fazer para tentar recuperar seu dinheiro

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imagem: reprodução internet

Por Gleisson Coutinho
01/06/2026 às 16:15

Criminosos usam WhatsApp, Telegram e falsas plataformas de investimento para convencer vítimas a fazer depósitos sucessivos. Saiba identificar os sinais de alerta e conheça seus direitos.

Todos os dias milhares de brasileiros recebem mensagens prometendo renda rápida pela internet. O discurso costuma ser sedutor: "trabalho simples", "ganhos imediatos", "comissões elevadas" e "retorno garantido". Foi exatamente assim que começou o golpe sofrido por um morador do Distrito Federal que acabou perdendo mais de R$ 6 mil em poucas horas.

O caso serve de alerta para qualquer pessoa que receba propostas de investimentos, tarefas remuneradas ou promessas de lucro fácil por meio do WhatsApp, Telegram ou redes sociais.

O que é o golpe da tarefa remunerada?

O golpe da tarefa remunerada é uma fraude cada vez mais comum no Brasil. Os criminosos entram em contato com as vítimas oferecendo trabalho simples pela internet, normalmente relacionado a curtidas em redes sociais, avaliações de produtos ou supostas compras online.

A promessa é de ganhos rápidos e elevados em poucos minutos. Para transmitir confiança, os golpistas costumam realizar pequenos pagamentos iniciais, fazendo a vítima acreditar que o sistema realmente funciona.

Administrar Não é Ser Dono: O Verdadeiro Papel do Gestor Público

gerada por IA


Por Gleisson Coutinho
01/06/2026 às 15:44

A administração dos recursos públicos constitui um dos pilares fundamentais do Estado Democrático de Direito. Mais do que uma obrigação política, a correta aplicação do dinheiro público representa um dever jurídico imposto aos gestores, que devem atuar em conformidade com os princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência previstos no artigo 37 da Constituição Federal.
O papel da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF)
A responsabilidade na condução das finanças públicas não decorre apenas de uma escolha administrativa, mas de um conjunto de normas que vinculam a atuação dos agentes públicos. A Lei Complementar nº 101/2000, conhecida como Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), estabelece que a gestão fiscal deve ser planejada, transparente e orientada para a prevenção de riscos capazes de comprometer o equilíbrio das contas públicas.
O gestor possui o dever de avaliar continuamente receitas e despesas, adotando medidas que garantam a sustentabilidade financeira da administração.
"Administrar não é atividade de quem é senhor de coisa própria, mas gestor da coisa alheia." — Ruy Cirne Lima
Nesse cenário, ganha relevância a clássica lição do jurista Ruy Cirne Lima. A afirmação traduz a essência da função pública: o governante não administra recursos próprios, mas patrimônio pertencente à coletividade. Cada decisão envolvendo gastos, investimentos ou contratos deve ser orientada pelo interesse público e pela busca da melhor aplicação possível dos recursos disponíveis.

De olho nas contas: Celina Leão tira secretarias do aluguel e coloca Centrad para funcionar após 12 anos



Por Gleisson Coutinho

01/06/2026 às 15:12


A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, deu mais um passo em sua política de controle de gastos e reorganização administrativa ao determinar a ocupação imediata do Centro Administrativo do Distrito Federal (Centrad), complexo localizado em Taguatinga que permaneceu sem utilização plena por mais de uma década.

A decisão faz parte de uma estratégia voltada para a redução de despesas com aluguéis de imóveis utilizados por órgãos do Governo do Distrito Federal. O objetivo é concentrar secretarias e estruturas administrativas em um único espaço, diminuindo custos e tornando a gestão pública mais eficiente. 

O Centrad foi construído para ser o principal centro administrativo do GDF, reunindo diversas áreas do governo em um mesmo local. Apesar de ter sido entregue há anos, o complexo enfrentou uma série de entraves jurídicos e administrativos que impediram sua ocupação definitiva. Agora, a gestão de Celina Leão decidiu colocar o espaço em funcionamento e aproveitar sua estrutura para reduzir despesas que há anos pesam sobre os cofres públicos.

quinta-feira, 28 de maio de 2026

Quando o Pecado Deixa de Parecer Pecado


O pecado que você não vê, ou acha que não dá em nada, é justamente o mais perigoso. Nem sempre ele chega de forma assustadora. Na maioria das vezes, ele se aproxima devagar, em silêncio, seduzindo a mente, enfraquecendo a consciência e fazendo a pessoa acreditar que está tudo sob controle. O pecado é como uma cobra que hipnotiza sua presa. Ela não ataca primeiro; ela paralisa. O pássaro continua olhando, sem perceber que está perdendo a capacidade de fugir, até que chega o momento em que já não consegue mais escapar. Assim também acontece espiritualmente.

Muitas vezes a pessoa pensa: “isso é pequeno”, “ninguém está vendo”, “todo mundo faz”, “Deus entende”. Mas é exatamente assim que o coração vai se afastando de Deus sem perceber. O inimigo não precisa destruir alguém de uma vez; basta fazê-lo se acostumar com aquilo que antes causava temor. O pecado repetido começa a parecer normal, e aquilo que era errado passa a ser defendido pela própria pessoa.

A Bíblia mostra que o pecado tem aparência agradável no começo, mas o fim dele é destruição. Sansão brincou com aquilo que o afastava de Deus até perder sua força. Judas caminhou ao lado de Jesus, mas alimentou no coração aquilo que parecia pequeno, até chegar à traição. Davi olhou aquilo que não devia, alimentou o desejo e depois viu sua vida mergulhar em dor e consequências. Nenhum deles caiu de uma vez. Primeiro foram cedendo por dentro.