A nova fase da operação, autorizada pelo ministro do Supremo
Tribunal Federal (STF) André Mendonça, cumpre dois mandados de prisão
preventiva e sete de busca e apreensão no Distrito Federal e em São Paulo.
Estão sendo investigados os crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, infrações
financeiras e organização criminosa.
As acusações contra Paulo Henrique Costa
Prejuízo bilionário ao BRB: Investigações apontam que o BRB comprou aproximadamente R$ 21,9 bilhões em carteiras de crédito do Banco Master, operações que teriam causado um prejuízo calculado em cerca de R$ 5 bilhões à instituição pública. O Banco Central chegou a barrar a tentativa de compra do Master pelo BRB em setembro de 2025.
Suspeita de propina de R$ 140 milhões: A Polícia
Federal investiga se Paulo Henrique Costa teria recebido R$ 140 milhões do
banqueiro Daniel Vorcaro (dono do Master) como propina para viabilizar a compra
do banco privado pelo BRB.
Centralização das operações sob suspeita: Uma
auditoria externa contratada pela nova gestão do BRB concluiu que Costa
centralizou tanto as operações comerciais com o Banco Master quanto a busca de
novos acionistas para o banco público. Os auditores classificaram como
"suspeita" sua atuação direta na captação de investidores.
Triangulação financeira e aquisição de ações: A
investigação apura um esquema de triangulação financeira que teria permitido a
Daniel Vorcaro e ao empresário João Carlos Mansur (da Reag) adquirirem
aproximadamente 23,5% das ações do BRB. A Justiça já bloqueou R$ 376,4 milhões
em participações acionárias desses investigados para possível reparação de
danos ao banco.
Uso de "laranjas" na compra de ações: Segundo
as investigações, pessoas físicas com renda declarada incompatível teriam
adquirido volumes expressivos de ações do BRB com financiamento de empresas
ligadas ao esquema, incluindo um morador de São Luís que declarou renda mensal
de R$ 35 mil mas teria comprado R$ 90 milhões em ações.
Dívida pessoal com o BRB: Além das investigações
criminais, o BRB acionou a Justiça para cobrar uma dívida de R$ 799 mil de
Paulo Henrique Costa, referente a quatro empréstimos contraídos entre junho de
2021 e outubro de 2024. As parcelas deixaram de ser pagas em dezembro, logo após
seu afastamento do cargo.
Em depoimento prestado à PF em dezembro, Paulo Henrique
Costa afirmou que "não tinha clareza" sobre o esquema de fraudes do
Banco Master e que os arquivos recebidos pelo BRB não indicavam falta de saúde
financeira da empresa. Costa foi afastado do cargo por decisão judicial em
novembro de 2025 e posteriormente demitido pelo então governador Ibaneis Rocha.
Na ocasião da primeira fase da operação, ele estava nos Estados Unidos fazendo
um curso.
O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi preso
na terceira fase da operação, em março de 2026, e o Banco Master foi liquidado
extrajudicialmente pelo Banco Central em novembro de 2025. Vorcaro está em
negociações para uma possível delação premiada.
Com informações da Agência Brasil, g1, CNN Brasil e BBC News Brasil