domingo, 12 de abril de 2026

Celina Leão quebra silêncio sobre 8 de janeiro e contesta versões que circulam nas redes

Foto: Celina Leão 

A atual governadora do Distrito Federal, Celina Leão, trouxe a público sua versão sobre os acontecimentos de 8 de janeiro durante participação em um podcast, rebatendo o que classificou como “fake news” e apresentando um relato direto de sua atuação no momento da crise.

Segundo a governadora, ao contrário do que vem sendo divulgado, ela não estava presente nos locais de invasão no início dos atos. Celina afirmou que se encontrava em casa, em um almoço, quando recebeu uma ligação do então presidente da Câmara, Arthur Lira, informando que o governador Ibaneis Rocha não estava sendo localizado e que os prédios dos Três Poderes estavam sendo invadidos.

De acordo com o relato, após o alerta, ela se dirigiu imediatamente à residência do governador, onde recebeu a determinação de atuar diretamente na linha de frente da crise. “Saí correndo de casa e fui para a casa do governador para organizar a resposta do Governo do Distrito Federal”, afirmou.

Celina relatou ainda que manteve contato direto com o então ministro da Justiça, Flávio Dino, e seguiu até o ministério para acompanhar a situação. Segundo ela, ao chegar, os prédios já haviam sido invadidos, e o cenário era de total descontrole.

A governadora destacou que, durante a crise, manteve comunicação constante com o comandante da Polícia Militar do DF à época, coronel Klepter, acompanhando em tempo real as operações de retomada dos prédios públicos. “A cada momento ele informava: retomamos o primeiro poder, o segundo, o terceiro. Foi a Polícia Militar que retomou tudo”, declarou.

No relato, Celina também afirmou que enfrentou pressão durante a reunião no Ministério da Justiça, onde ouviu que poderia ser afastada do cargo, junto com o governador. Segundo ela, reagiu de forma firme, destacando que ainda exercia suas funções e estava ali para restabelecer a ordem.

Ao comentar os acontecimentos, a governadora classificou o episódio como um ato de vandalismo, rejeitando a tese de tentativa de golpe organizada. “Foi vandalismo, não havia liderança, não havia coordenação”, afirmou.

Outro ponto enfatizado por Celina Leão foi a situação dos policiais militares envolvidos na operação. Ela criticou as punições aplicadas a comandantes e agentes, alegando que muitos estão sendo injustiçados, apesar de, segundo ela, terem atuado diretamente na retomada dos prédios sob risco.

A governadora também defendeu que, no futuro, haverá revisão das punições e possíveis anistias, comparando o caso a outros momentos da história política brasileira em que decisões semelhantes foram adotadas.

Encerrando sua fala, Celina destacou a importância de esclarecer os fatos e combater informações falsas. “É preciso contar o que realmente aconteceu. Muitas narrativas são distorcidas e não refletem a realidade daquele dia”, concluiu.


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