Senador defendeu propostas em educação para manter mandato. Nesta quarta, plenário do Senado decide se ele continua no cargo
No sétimo
discurso desde a semana passada para defender a manutenção de seu mandato, o
senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) diz que pretende defender propostas
relacionadas à educação, à água e à democracia. Ele disse que após as denúncias
sobre envolvimento com o bicheiro Carlinhos Cachoeira, que motivaram o
processo
por quebra de decoro, se sente "mais maduro", que tem "muito a
contribuir" e vai "perseverar nos estudos" para elaborar novas
leis.
"Agora,
sobrevivente de uma atrocidade sem precedente, me sinto mais maduro para
legislar. Vou continuar no Senado trabalhando intensamente pela implantação do
ensino em tempo integral em todas as escolas, um percentual mínimo para a
educação, a defesa dos recursos hídricos e a estabilidade política de nossa democracia",
afirmou.
Em
sua fala na tribuna, o senador também defendeu sua trajetória parlamentar e
reiterou que não mentiu sobre sua relação com o contraventor - que diz se
limitar a "amizade" - nem cometeu irregularidades no cargo. Mencionou
que relatou 1.995 propostas e foi autor de mais de 200. Destacou 55 que se
tornaram leis, como o Estatuto do Idoso, a guarda compartilhada de filhos de
pais separados e a criminalização do sequestro relâmpago.
"Nesses nove
anos e meio, nada fiz que desonrasse essa Casa, nem o mandato nem a confiança
dos senhores, nem do povo de Goiás ou do Brasil. A perseguição vai ser
derrotada, e senhor Avelomar e dona Luzia, meus pais, continuarão tendo a
certeza que continuarei mantendo limpo o nome de nossa família", afirmou
no final.
Do início ao fim, Demóstenes descreveu o período em que surgiram denúncias de sua relação com Cachoeira, sempre enfatizando que não contribuiu para atividades ilegais. Falou em "132 intermináveis dias sofrendo infâmias, calúnias e difamações", "desassossego sem fim", "suplício inefável", "vergonha dos amigos", entre outras expressões.
Nesta quarta (11), o plenário do Senado decide em votação secreta se ele continuará no cargo.
Do início ao fim, Demóstenes descreveu o período em que surgiram denúncias de sua relação com Cachoeira, sempre enfatizando que não contribuiu para atividades ilegais. Falou em "132 intermináveis dias sofrendo infâmias, calúnias e difamações", "desassossego sem fim", "suplício inefável", "vergonha dos amigos", entre outras expressões.
Nesta quarta (11), o plenário do Senado decide em votação secreta se ele continuará no cargo.