Uma lei em vigor representa a vontade democrática dos representantes eleitos pelo povo. Se o Parlamento não a alterou, significa que seu conteúdo foi considerado válido e constitucional. Cabe ao povo, por seus deputados e senadores, mudar as leis. Não é papel de onze ministros não eleitos substituir essa escolha política por seus próprios juízos de conveniência. Quem foi eleito para legislar foi o Congresso, não o STF.
O problema é ainda mais grave porque o STF age sorrateiramente. Em vez de
declarar formalmente uma lei inconstitucional (o que seria sua atribuição
legítima), promove “releituras”
e “adaptações” que esvaziam seu sentido original. Isso é
um desastre
legislativo disfarçado de interpretação. É uma forma covarde de
legislar sem assumir a responsabilidade política, criando um vácuo de
legitimidade.
