O recente Ato de Autorização nº 001, de 30 de março de 2026, assinado pela governadora Celina Leão, representa muito mais do que uma medida administrativa. Trata-se de uma decisão estratégica que reafirma uma diretriz essencial para qualquer sistema de saúde eficiente: investir na base.
Ao autorizar a abertura de processo para contratação temporária de 130 médicos na especialidade de Medicina de Família e Comunidade, o Governo do Distrito Federal demonstra compreensão técnica e visão de gestão. Isso porque a Atenção Primária à Saúde não é apenas a porta de entrada do sistema, mas o seu eixo estruturante.
Fortalecer essa etapa significa reduzir a sobrecarga nas unidades de urgência e hospitais, evitar agravamento de doenças e garantir acompanhamento contínuo da população. Em outras palavras, é atuar na causa, e não apenas nas consequências.
A escolha pela Medicina de Família e Comunidade também não é aleatória. Esses profissionais são capacitados para oferecer cuidado integral, acompanhando o paciente ao longo do tempo, conhecendo sua realidade social e atuando de forma preventiva e resolutiva. Esse modelo já é consolidado como o mais eficiente em diversos sistemas de saúde no mundo.
Outro ponto relevante do ato é a adoção da contratação temporária com base na Lei Federal nº 8.745/1993 e legislações distritais correlatas. Essa medida permite resposta rápida a demandas urgentes da população, especialmente em cenários onde a burocracia de concursos públicos poderia comprometer a celeridade necessária.
Além disso, o ato deixa claro que a execução ficará a cargo da Secretaria de Saúde, com participação da Secretaria de Economia, garantindo controle, planejamento e responsabilidade fiscal. Ou seja, não se trata de uma medida improvisada, mas de uma ação alinhada à legalidade e à gestão eficiente.
Mais do que números, esse ato simboliza um compromisso institucional com a ampliação do acesso à saúde, a valorização dos profissionais e a melhoria da qualidade do atendimento prestado à população do Distrito Federal.
Em um cenário onde a demanda por serviços públicos de saúde cresce constantemente, iniciativas como essa mostram que é possível conciliar gestão técnica, responsabilidade legal e sensibilidade social.
O fortalecimento da atenção primária não é apenas uma escolha administrativa. É uma decisão que impacta diretamente a vida das pessoas, especialmente aquelas que mais dependem do sistema público.
E quando a base funciona, todo o sistema funciona melhor.
