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| HBDF |
Os
dias da moradora da Estrutural Rosemary dos Santos Salles têm se resumido a
hospital e casa. Há um ano ela rompeu o ligamento da perna direita em um
acidente doméstico. Antes do problema ela era a fonte de renda da família – com
quatro integrantes. Mas desde então, com o problema, ela não pode trabalhar. O
único sustento vem a conta-gotas nos “bicos” que seu filho, de 17 anos, faz de
descarregador de caminhão.
Desde outubro do ano passado, Rosemary espera com ansiedade uma
operação. Até hoje, o Hospital de Base, que faz o seu tratamento, não
realizou
a intervenção cirúrgica. E as justificativas são várias. Logo no início do ano
passado, por exemplo, ela não fez o procedimento por que o médico disse que
seus exames estavam vencidos.
Mas foi a segunda justificativa que mais lhe deixou estarrecida e
mostra a situação precária em que se encontra saúde no Distrito Federal. No
último dia 16 de janeiro, Rosemary voltou ao médico. Mas o HBDF alegou que não
poderia realizar a cirurgia, mais uma vez, por falta de material básico para
esses procedimentos: a linha de sutura, que faz a costura.
Após o incidente, a moradora da Estrutural tentou um alívio
financeiro pelo INSS. Mas o instituto negou o benefício alegando que ela tinha
possibilidade de trabalhar. “Mas meu joelho não dobra e nem tem movimento”,
comenta Rosemary. Sua locomoção é mais prejudicada porque usa uma tala de
imobilização.
Sem solução
A reportagem entrou em contato com a Secretaria de Saúde e
explicou o caso da paciente Rosemary na segunda-feira, 4. No dia seguinte, por
meio de sua assessoria de comunicação, o órgão disse que levou o caso a
coordenação de Ortopedia do Hospital de Base. Sem nenhuma resposta objetiva,
disse apenas que o HBDF iria apurar o caso, mas adiantou não haver falta
de linha de sutura, mas também não explicou os motivos da falta de
cirurgia.
Por Elton Santos
Fonte: Guardian Noticias
