Por Gleisson Coutinho
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Segundo Tokarski, a série histórica do levantamento mostra que Lula iniciou o acompanhamento do instituto com 49% de rejeição, índice que oscilou para 48% e 47% antes de retornar aos 49% na pesquisa mais recente. Flávio Bolsonaro, por sua vez, partiu de 48%, chegou a atingir 52% e agora aparece com 51% de rejeição. Com isso, a distância entre ambos caiu para apenas dois pontos percentuais.
Na avaliação do CEO da Nexus, essa aproximação reduz um dos principais obstáculos enfrentados pelo senador na disputa presidencial. Em momentos anteriores da campanha, a rejeição de Flávio chegou a superar a de Lula em cinco pontos percentuais. Agora, a diferença é considerada estatisticamente pequena, indicando um cenário de maior equilíbrio entre os dois principais nomes da corrida ao Palácio do Planalto.
Tokarski também afirma que a fidelidade do eleitorado bolsonarista tem contribuído para a estabilidade da candidatura de Flávio Bolsonaro, mesmo após episódios que geraram desgaste político, como a divulgação de mensagens trocadas com o empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. Segundo ele, a base de apoio do senador permaneceu praticamente consolidada ao longo das últimas semanas.
Outro dado destacado pelo levantamento é o desempenho do senador entre os eleitores mais fiéis. De acordo com a pesquisa, 27% dos entrevistados manifestam intenção espontânea de voto em Flávio Bolsonaro, enquanto 28% afirmam que votariam exclusivamente nele, indicador que demonstra elevado grau de fidelização do seu eleitorado.
Além da disputa eleitoral, a pesquisa analisou a percepção dos brasileiros sobre os principais problemas do país. A segurança pública permanece na liderança das preocupações nacionais, embora tenha apresentado leve redução em relação às pesquisas anteriores. Já a corrupção voltou a ganhar relevância, especialmente entre os eleitores identificados com o campo bolsonarista, influenciada por recentes operações policiais envolvendo figuras ligadas ao governo federal.
Na área econômica, o levantamento revela um cenário de equilíbrio na avaliação da população. O mesmo percentual de entrevistados — 42% — considera que a economia está melhor ou pior em comparação ao governo anterior. Apesar dessa divisão, os entrevistados demonstram maior otimismo em relação ao futuro: há nove pontos percentuais a mais de pessoas que acreditam em melhora da economia nos próximos seis meses do que aquelas que esperam uma piora. Para Tokarski, a manutenção desse sentimento poderá beneficiar o candidato apoiado pelo governo, enquanto uma eventual deterioração da percepção econômica tende a favorecer o principal nome da oposição.