A menos de 1 ano, 1 mês e 8 dias para o primeiro turno das
eleições de 2026, o Distrito Federal já começa a assistir ao movimento de
possíveis candidatos ao Palácio do Buriti. Entre os nomes em destaque está
Ricardo Cappelli, atual presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento
Industrial (ABDI), que busca se apresentar como uma alternativa de renovação
para os brasilienses.
Mas é preciso olhar com cuidado: Cappelli pode ter currículo
robusto em cargos de confiança, mas não tem raízes no Distrito Federal.
Nascido no Rio de Janeiro, construiu sua trajetória política no movimento
estudantil, em cargos federais e até no Maranhão, mas nunca viveu de fato a
realidade do brasiliense. Sua ligação com Brasília sempre foi funcional,
marcada por nomeações e funções de passagem.
Outro ponto importante é sua filiação partidária. Cappelli é
integrante do Partido Socialista Brasileiro (PSB), legenda de
centro-esquerda com raízes históricas na Esquerda Democrática. O PSB busca se
apresentar como alternativa de renovação da esquerda no país, mas, na prática,
se mantém alinhado aos mesmos grupos políticos que hoje ocupam o poder e que
têm contribuído para a crise social e econômica que atinge milhões de
brasileiros. Todos os cargos de destaque ocupados por Cappelli foram
resultado de nomeações feitas por governos de esquerda – do Ministério do
Esporte, passando pelo governo do Maranhão, até chegar aos postos no Ministério
da Justiça e na presidência da ABDI.