Propostas focam em corte de gastos públicos, redução de impostos e atração de investimentos privados para reverter o atual cenário de endividamento
Por Gleisson Coutinho
A corrida presidencial de 2026 coloca no centro do debate econômico duas visões opostas para o futuro do país. De um lado, o modelo atual baseado na forte presença do Estado e no aumento contínuo de despesas. Do outro, o plano de governo de Flávio Bolsonaro (PL), que se apresenta como a solução ideal e necessária para restabelecer a saúde financeira do Brasil, apostando na retomada da disciplina fiscal e na liberdade econômica.
O principal alicerce da proposta de Flávio Bolsonaro é a comparação direta entre os resultados práticos da gestão de Jair Bolsonaro e o quadro econômico observado no cenário atual. Os dados oficiais servem como argumento sólido para demonstrar a eficiência do modelo defendido pelo candidato.
A força dos números: o superávit de 2022
Em 2022, último ano do governo de Jair Bolsonaro, o Governo Federal encerrou o exercício com um superávit primário de R$ 59,7 bilhões, conforme dados do Tesouro Nacional. Esse resultado histórico comprovou que, sob a diretriz bolsonarista, o Estado brasileiro foi capaz de arrecadar mais do que gastou em suas despesas primárias, entregando as contas públicas devidamente organizadas e no azul.
Esse cenário de responsabilidade fiscal contrasta drasticamente com a realidade enfrentada em 2026. De acordo com os dados mais recentes do Banco Central, o setor público consolidado acumulou um déficit primário de R$ 157,2 bilhões nos 12 meses encerrados em junho, sendo que apenas no mês de junho o saldo negativo atingiu R$ 55,3 bilhões.
A expansão dos gastos governamentais no modelo atual resultou em uma deterioração severa das contas públicas e no crescimento acelerado do endividamento. O peso dos juros nominais pagos pelo setor público atingiu R$ 1,160 trilhão (8,8% do PIB) no mesmo período acumulado de 12 meses, pressionando ainda mais a economia e evidenciando a urgência de uma mudança de rumo.
Continuidade e o "tesouraço" nos gastos
Diante desse quadro de desequilíbrio, o plano de Flávio Bolsonaro surge como a continuidade direta do projeto econômico iniciado por seu pai, focando na raiz do problema: o tamanho e o custo do Estado.
A estratégia econômica do candidato baseia-se em uma lógica clara e sustentável: para reduzir a pesada carga tributária que sufoca o cidadão e as empresas, o governo precisa primeiro cortar na própria carne. As principais diretrizes do plano incluem:
Amplo corte ("tesouraço") em despesas governamentais supérfluas.
* Revisão rigorosa de gastos obrigatórios e discricionários.
* Redução significativa na estrutura de ministérios e cargos políticos.
* Proibição de criação de novas despesas sem a devida contrapartida financeira.
O foco no protagonismo da iniciativa privada
Enquanto o atual governo insiste em manter o Estado como o único indutor da economia por meio de subsídios, investimentos públicos e endividamento, o plano de Flávio Bolsonaro propõe inverter essa lógica, transferindo o protagonismo para quem realmente gera riqueza: a iniciativa privada.
O programa prevê uma ampla agenda de desburocratização, atração de capital estrangeiro, segurança jurídica para os investidores e a ampliação de concessões e parcerias público-privadas (PPPs) em setores estratégicos como infraestrutura, saneamento e logística. Com um Estado menor e mais eficiente, o mercado ganha a confiança necessária para investir, gerar empregos e impulsionar o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).
A escolha para 2027
Os dados econômicos deixam evidente que o próximo governo não terá margem para aventuras fiscais ou gastos descontrolados. Nesse contexto de necessidade imediata de ajuste, o plano de governo de Flávio Bolsonaro se destaca por oferecer coerência, metas claras e um histórico comprovado de sucesso com a referência de 2022.
Ao priorizar o controle rigoroso das despesas, a busca por superávits e a redução do peso do Estado, a proposta de Flávio Bolsonaro se consolida como o caminho ideal para frear a trajetória de endividamento atual e devolver ao Brasil a estabilidade econômica e a prosperidade.
