sábado, 15 de agosto de 2026

Empresário é preso após dentista denunciar agressões recorrentes em São Paulo

Giullia Falcão afirma que sofria violência havia cerca de dois anos; Ivo Kos foi preso e teve a detenção convertida em preventiva

 


Por Gleisson Coutinho

A dentista Giullia Falcão, de 27 anos, afirmou que a agressão denunciada na noite de sexta-feira, em São Paulo, não teria sido o primeiro episódio de violência durante o relacionamento com o empresário do mercado financeiro Ivo Kos, de 48 anos.

Kos foi preso em flagrante e teve a prisão convertida em preventiva após audiência de custódia. O caso é investigado pela 4ª Delegacia de Defesa da Mulher de São Paulo como lesão corporal e ameaça.

Segundo o relato da dentista à polícia e nas redes sociais, as agressões começaram depois de um jantar com clientes, ocorreram dentro de um carro e continuaram nas proximidades da residência do casal.

Giullia declarou ter recebido socos no rosto, ter sido atingida com um taco de beisebol e sofrido a fratura de um dedo. Ela também relatou ter sido ameaçada de morte com uma arma de choque.

A dentista afirmou que vive com medo, não consegue retornar à residência para buscar os seus pertences e que os episódios de agressão estariam ocorrendo havia aproximadamente dois anos. Segundo ela, tentativas anteriores de denúncia não avançaram.

A defesa de Giullia considera que o episódio deve ser investigado como tentativa de feminicídio e aguarda a concessão de medida protetiva.

O empresário alegou ter agido em legítima defesa. Essa versão e as declarações da vítima serão confrontadas com depoimentos, laudos e demais elementos reunidos pela Polícia Civil. A prisão preventiva não representa condenação, e a responsabilidade penal dependerá do andamento da investigação e de eventual processo judicial.

Ivo Kos é fundador da Virgo, empresa do setor de securitização com sede na região da Avenida Faria Lima. Ele também possui trajetória profissional em instituições financeiras e empresas de investimento.

Como pedir ajuda


Mulheres em situação de violência podem procurar uma Delegacia de Defesa da Mulher ou ligar para o número 190 em casos de emergência. O Ligue 180 oferece orientação, acolhimento e encaminhamento de denúncias gratuitamente, 24 horas por dia.

Fontes: Metrópoles e UOL.