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Reunião mediada pelo ministro Luiz Fux não resolveu divergências sobre garantias e documentação exigida para a operação financeira
Por Gleisson Coutinho
A audiência de conciliação realizada no Supremo Tribunal Federal terminou sem acordo sobre o empréstimo de R$ 6,6 bilhões destinado ao Banco de Brasília. O encontro foi conduzido pelo ministro Luiz Fux e reuniu representantes do Governo do Distrito Federal, União, BRB, Fundo Garantidor de Créditos e outras instituições.
O financiamento é discutido como parte da estratégia para recompor perdas associadas às operações realizadas pelo BRB com carteiras de crédito do Banco Master. O principal impasse envolve as garantias exigidas para a liberação dos recursos.
A Advocacia-Geral da União se posicionou contra a concessão de aval federal. O FGC também informou que ainda aguarda documentos financeiros considerados essenciais para avaliar a situação do banco, incluindo demonstrações relativas a 2025 e ao primeiro semestre de 2026.
A governadora Celina Leão defendeu a capacidade financeira do Distrito Federal e afirmou que as negociações continuarão. Luiz Fux ressaltou, entretanto, que o Judiciário não pretende obrigar instituições financeiras ou a União a assumir a operação.
Sem uma solução concreta, a crise do BRB permanece como tema central da economia e da campanha eleitoral do Distrito Federal. Qualquer alternativa poderá produzir efeitos sobre as contas públicas, a credibilidade do banco e a gestão do GDF.
Fontes: Metrópoles, Folha de S.Paulo, Jornal GGN.