
O deputado convidou a
população de São João da Barra a uma reflexão. “Uma pessoa que manda um capanga
matar a outra, uma pessoa com este coração, com essa índole, merece estar à
frente de um municipio que vai ganhar o maior investimento, que é o porto do Açu?”,
perguntou o parlamentar.
O deputado avaliou que não
importa se foi há dez anos. “Em qualquer tempo, uma pessoa que tem
responsabilidade pública, que é a prefeita do municipio, não pode estar em
envolvida num fato policial da maior gravidade como esse, que negocia o preço
da prática de um crime”, acrescentou.
Segundo Garotinho, o crime
planejado por Carla Machado é mais grave do que as práticas de corrupção no
governo Sérgio Cabral (PMDB) que ele tem denunciado. “O desvio de dinheiro é
grave, corrupção é grave, mas contratar uma pessoa para mandar matar uma outra
não é um caso de politica. É caso de policia. E pior é a confissão da prefeita
de que é verdade”.
Garotinho observou: “Carla
confirma que o fato aconteceu, ao tentar se defender dizendo que já é coisa do
passado, que é coisa requentada porque a pessoa agora se tornou sua amiga,
agora trabalha com ela na pefeitura. Ora, ninguém fica amigo do dia pro outro
de uma pessoa que contratou uma outra para mandar matá-la”.
O ex-governador soube que a
assistente social gravou um vídeo relevando as diferenças que ela e Carla
Machado tiveram no passado, afirmando que entre as duas não existe mais nada.
“Soube que ela gravou um vídeo livrando a Carla, mas essa senhora é vitima
nessa história da prefeita, autora intelectual de todo planejamento do crime”.
Na opinião de Garotinho, a
impressão que fica é que houve um cala-boca para que a vítima não desse parte
na polícia. Isso é uma vergonha, um escândalo. Eu fiz a minha parte. “Agora
cabe a população de São João da Barra decidir o destino da senhora Carla
Machado”, sugeriu. “Essa é uma pessoa que merece estar à frente dos destinos de
uma cidade que vai receber o maior investimento do Brasil?”, votou a indagar o
deputado, acentuando: “Ora, nós vivemos numa sociedade civilizada, onde as
questões políticas devem ser resolvidas no debate político”.