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segunda-feira, 7 de maio de 2012

A cada cinco dias no mundo, um jornalista é morto


Dado é da ONG Repórteres Sem Fronteiras, divulgado em função do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa

A ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF) comunicou que um jornalista foi assassinado a cada cinco dias no mundo, desde janeiro. A informação foi divulgada em ocasião da passagem do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, comemorado no último dia 3. A organização ressalta que, desde o início do ano, 21 jornalistas e 6 jornalistas cidadãos (expressão para os blogueiros) foram mortos, particularmente em zonas de conflito como a Somália e Síria.


A ONG ainda atualiza sua lista de “predadores da liberdade de informação”, que passa a conter 41 membros este ano. As revoltas de 2011 derrubaram diversos ditadores que estavam na lista, como Muammar Gadaff, na Líbia, e Ali Abdallah Saleh, no Iêmen, “mas isso infelizmente não reduziu a lista dos inimigos da informação”, lamenta a RSF. Em 2012, a organização aponta seis novos integrantes da lista: Boko Haram, um grupo islamista da Nigéria; o Conselho Supremo das forças armadas no Egito; o ministro da informação do governo federal da Somália; Vasif Talibov, governante da região autônoma de Nakhchivan, no Azerbaijão; as agências de inteligência do Paquistão e Kim Jong-un, que perpetua a ditadora de seu pai, Kim Jong-il.


A nota com as informações foi publicada na Tunísia, local escolhido pela Unesco para celebrar a data por ter sido onde começou a Primavera Árabe.
Fonte: Coletiva